Trabalho Voluntário na favela Paraisópolis no Morumbi

Um grupo de pessoas, incluindo minha amiga Renata Valente , iniciaram um belo trabalho voluntário na favela Paraisópolis no Morumbi. Em nome deste grupo e de minha valente amiga, coloco aqui informações sobre o trabalho e como você pode ajudar as pessoas desta carente comunidade.
Abaixo, coloco na íntegra o texto que recebi da Renata . Contamos com sua ajuda. Abraços.


O Local

Falar sobre Paraisópolis é ter a certeza que não há certezas. As ambigüidades do lugar começam já pelo nome. Polis, sim. Paraíso, nem tanto. Como cidade, Paraisópolis tem centro e periferias, lutas políticas e discussões, ruas e becos, e muita, muita gente circulando. Como Paraíso, há a percepção de quem veio de lugares bem piores. Contudo, um olhar atento pode revelar que a beleza do nome não passa de uma questão semântica.

A primeira coisa que chama a atenção é a localização da favela. Chegando pela Avenida Giovanni Gronchi (Zona Sul de São Paulo), nota-se como em um quarteirão a paisagem muda e aos poucos os condomínios de luxo do Morumbi são substituídos pelos barracos de madeira, avisando aos recém chegados que uma fronteira foi ultrapassada. Contudo, a distinção não é só material, fruto de uma primeira impressão do olhar. Paraisópolis têm códigos próprios, costumes que ali têm significado e fazem sentido. Formas jurídicas não convencionais também operam. Em Paraisópolis, a palavra ainda vale. Essas pequenas nuances podem ser reveladoras de uma dada estrutura e somente são possíveis de serem captadas com a convivência prolongada no local, uma vez que olhares à primeira vista não revelam segredos.

A Favela é considerada uma das áreas mais perigosas da cidade. É a segunda maior favela de São Paulo com cerca de 80 mil habitantes.

A Comunidade

Nosso ponto focal e inicial para este projeto é atuar em três locais da favela:

1) Creche

D. Neusa, também moradora de Paraisópolis, criou uma creche/escola que abriga 19 crianças carentes. Trabalham com ela suas duas filhas.
Família pobre e simples acredita que pode ajudar quem está numa situação ainda pior.
D. Neusa mantém esta escola com a mensalidade que cobra das mães:

- R$ 50,00 mensais para a criança ficar o dia inteiro, com direito a alimentação.
- R$ 40,00 mensais para a criança ficar meio período e com direito a aulas de reforço.
- R$ 30,00 mensais para a criança ficar meio período.

D. Neusa abriga ainda algumas crianças que as mães não têm condições para pagar a mensalidade.
Nos fins de semana D. Neusa dá aulas de catequese, atendendo no total 52 crianças da comunidade (entre 3 e 12 anos)

2) Família com 7 filhos (mãe alcoólatra e pai que trabalha o dia todo)

A família de 9 pessoas mora em um barraco de madeira, sem janelas e apenas uma porta.
O alcoolismo da mãe e o salário baixo do pai (que ainda precisa pagar o aluguel de R$100,00 do barraco) deixam as crianças por muitas vezes sem alimentação.
As crianças: Tatiana (11 anos), Anderson (10), Tais (9), Douglas (6), Plablo (5), Vitória (2) e Lucas (1) são as responsáveis pela manutenção do lar (se assim nos permitimos chamá-lo).
A sujeira e a mistura indescritível de odores, imaginável em uma casa cuidada por crianças, é capaz de fragilizar o mais forte dos estômagos.
Tatiana e Anderson são os responsáveis pela limpeza, troca de fraldas e pela alimentação de todos. Deviam estar na escola, mas estão fazendo papel de “pais” bem antes do que imaginavam.
O conselho tutelar já está analisando este caso, mas neste período não podemos deixá-los sem o básico para sobreviverem.

3) Sr. Manuel (sofreu um derrame)

O Sr. Manuel (60 anos) era uma pessoa ativa e sofreu um derrame, deixando-o impossibilitado de andar, falar e realizar qualquer atividade sem ajuda de D. Isabel, sua esposa.
Ele usa fralda geriátrica e pode comer somente leite, frutas e papinhas de bebê.
Com esta alimentação específica, todo o dinheiro da família é utilizado para o Sr. Manuel, já que estes itens são caros para a família.
A D. Isabel precisou parar de trabalhar para cuidar do marido.

Lista de Doações (Necessidades)

Segue abaixo a lista com os itens que necessitamos para ajudar estas famílias:

Material Escolar (para creche): lápis preto, lápis de cor, giz, giz de cera, borracha, apontador, massa de modelar, tesoura e caderno brochura de 50 folhas.
Diversos (para creche): Livros infantis, estante para colocar livros (80cm), 4 colchões de camping para as crianças dormirem (hoje dormem em uma coberta que é colocada no chão) e brinquedos.
Reforma (para creche): No quintal da creche há um espaço de aproximadamente dois metros que estão descobertos (onde ficam os brinquedos doados). A D. Neusa gostaria de cobrir este espaço e colocar uma escada, assim ganharia mais espaço para as crianças.
Precisamos de material de construção (cimento, areia).

Alimentação (para todos): Itens de cesta básica, legumes e frutas, enlatados (sardinha, milho, molho de tomate, atum, etc).
Roupas (para todos): Novas ou usadas. Fraldas para crianças de 1 ano.
Alimentação (para Sr. Manuel): Neston, Leite, Mamão, Banana, Legumes para “papinha”.
Higiene (Sr. Manuel): Lençol, Fralda Geriátrica (tamanho M), álcool, sabonete, shampoo. O Sr. Manoel está precisando também de um colchão novo e ventilador (o local que ele fica é muito quente).
Cama, mesa e banho: Produtos novos ou usados, inclusive cobertores.

* Não ajudaremos as famílias e creche com dinheiro, somente com doações de roupas, utensílios domésticos, brinquedos, material escolar e comida (conforme citado acima).

* As doações em dinheiro serão revertidas em produtos para a comunidade e as despesas serão devidamente comprovadas.

O objetivo dos voluntários organizadores é realizar uma visita mensal na comunidade para entrega das doações.
No mês de junho a visita será realizada no dia 02/06.
Convidamos a todos para conhecer o trabalho e fazer uma visita conosco.
(todo o percurso é realizado com uma moradora antiga do local).

Agradecemos quem puder nos ajudar divulgando esta campanha.
Qualquer ajuda é muito importante para estas famílias. Não conseguiremos resolver os problemas desta comunidade, mas podemos ajudá-los a resgatar um pouco da dignidade na busca pela sobrevivência!
Para quem puder contribuir, por favor, envie-nos um e-mail ou nos telefonem para que possamos retirar as doações:

Renata Valente: renatamvalente@hotmail.com / 3299-3985 ou 3542-6218
Adriane Carvalho: adriane.carvalho@tivit.com.br / 3299-3997 ou 9765-7609
João Carlos: jcarlosle@uol.com.br / 8317-5562
Fernando Henrique (Colte): colte12@hotmail.com

“O amor que se dá enriquece infinitamente mais que o amor que se recebe.” “

8 ideias sobre “Trabalho Voluntário na favela Paraisópolis no Morumbi

  1. Oi!
    Meu nome é Luana , tenho 35 anos e sou moradora do Morumbi. Gostaria de poder ajudar como voluntária. Não sei bem o que poderia fazer, mas gostaria de poder colaborar de alguma forma.
    Tenho tempo livre e gostaria de estar mais próxima das pessoas.
    Um abraço!
    Luana
    (5 de julho de 2007 às 23:03)

  2. Luana,

    Fazemos as visitas no último sábado de cada mês às 10:30hs, a visita demora em torno de 2 horas.
    Levamos os mantimentos arrecadados e comemoramos os aniversariantes do mês com um lanchinho com as crianças da crechê. Quando quiser ir entre em contato no meu e-mail, você será muito bem vinda.

    Meu e-mail é adri_ocampos@yahoo.com.br
    (29 de julho de 2007 às 23:54)

  3. Olá meu nome é Jéssica tenho 14 anos e sou estudante do Colégio São Francisco de Assis, aqui no Taboão da Serra,estou cursando a oitava série e estamos fazendo um trabalho sobre favelas e gostaria de que vocês podessem mandar via meu e-mail detalhes sobre o trabalho que vocês fazem, quem sabe em até levar um representante para nossa escola, em fim de nos ajudar a trabalhar com esse tema que é tão complicado e criticado. Se possivel mandar retorno pelo meu e-mail ficarei muito grata pela atenção dada a mim.
    Obrigada pela oportunidade.
    (1 de agosto de 2007 às 15:27)

  4. Boa tarde.

    Tenho 27 anos, gostaria de poder ajudar em alguma coisa!

    Ja participo de algumas ações por um outro grupo.
    Gosto muito de poder ajudar o proximo, principalmente quando o contato é direto com as pessoas, onde podemos sentir a necessidade de cada um.

    Como posso ajudar?

    Obrigado.
    (8 de agosto de 2007 às 16:30)

  5. Adriana, estou passando em seu email o email da Adriana Campos que é umas coordenadoras deste grupo e tenho certeza que vc será bem vinda !! abraços. Marcelo
    (9 de agosto de 2007 às 18:32)

  6. Tenho 42 anos e estou morando a 60 dias em São Paulo, e desejo muito me encajar em algum projeto voluntário. Tenho excelentes conhecimentos em várias área, que tenho certeza pdoerão srr muito úteis a várias pessoas, principalmente para mim mesmo.
    Peço que me auxiliem qual o procedimento que deveo tomar o mais rápido possível.
    Um abraço.
    Obrigado.

    Nelson Model
    (11 de agosto de 2007 às 11:29)

  7. Nelson, nesta noticia tem os fones e o email da Adriana e Renata, mas estarei também passando seu email a elas. Obrigado!! A Experiência de ter mais pessoas ajudando é fantástica!!
    (13 de agosto de 2007 às 23:09)

  8. ADOREI SABER QUE EXISTE PESSOAS QUE SE PREOCUPA COM NOSSAS CRIANÇAS.QUE DEUS ABENÇOE.
    GOSTARIA DE SABER SE A NEUSA ÉA NEUSA DO SR.SÉRGIO DE LIMA.
    (7 de janeiro de 2011 às 19:30)

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