Dica cultural : A Alma Imoral

Para quem está durante a semana em São Paulo , recomendo a peça ” A ALMA IMORAL ” em cartaz de segunda a quarta no belo teatro da Livraria Cultura do Conjunto Nacional ( http://migre.me/alx0 ) . A peça foi adaptada do livro homonimo, do rabino Nilton Bonder, livro este que comprei pois o texto da peça é ótimo e daqueles que vocë cita durante sua vida tamanho o nível das reflexões. A adaptação é feita através de monólogo da ótima atriz Clarice Niskier. Um dos trechos que mais gostei e que transcrevo aqui, fala de uma famosa passagem biblica, a fuga de Moisés e dos Judeus do Egito rumo a terra prometida. A versão do texto da peça por si só é muito mais enriquecedora do que ouvimos quando meninos e meninas (caso conheça a versão biblica na peça ela fala sobre essas diferenças). Na peça, os Judeus ao chegarem no mar morto e verem que não tem como passar, sobem 4 acampamentos. Um deles quer voltar para o Egito ( que a peça também chama de UM LUGAR ESTREITO ) , se entregar e voltar a serem escravos, pois , não existe outra saida e se ficarem ali parados, serão mortos pelo exército que se aproxima. O 2. acampamento quer voltar para o Egito, mas não para se entregar e sim para lutar até a morte, já que nao havia outra saída, pelo menos morreriam sem seu orgulho ferido de não terem saido de lá em vão. O 3. acampamento apenas reza, pedindo a Deus que faça algo por eles , um milagre talvez. O 4. acapamento quer se jogar no Mar Morto em desespero, em suicidio, já que , não há outra saida, e é melhor desistir de tudo. Moisés entao diz ao 1.acampamento para não se entregar, para o 2.acampamento para não lutar em vão, para o 3 para não pedir e rezar e para o 4.não desistir e parar. Diz a todos apenas que MARCHEM! Que todos marchem em direção ao mar. Um dos Judeus acredita que é possível então atravessar o mar marchando, vai na frente e outros começam segui-lo e também marchar. Quando a água está quase cobrindo o 1., Deus com piedade, enxerga a fé do povo judeu e abre o Mar Morto para todos passarem. MARCHEM! Não preciso dizer quantas vezes já pensamos como um dos 4 acampamentos . E, juro que fiz uma análise das diversas vezes que simplesmente marchei ou pedi para pessoas marcharem comigo acreditando que o mar ia se abrir. E , em todas elas, quando acreditei realmente ele se abriu. Marchem! Sempre! E vão assistir a peça que vale a pena . (aproveitando, quando comprei o livro na saida da peça , coincidentemente um outro livro do rabino Nilton Bonder estava lá, livro este que um grande amigo já havia me indicado há muito tempo ” O método judaico de resolução de problemas “. Comprei também e depois passo as impressões. Abraços.

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